O outono bate à minha porta.
Sorri e traz consigo memórias.
Convida – me a felicitar a estação e os primeiros orvalhos.
Atravesso o jardim,
Danço com as folhas douradas.
Contemplo o doce assobio do vento matinal.
Navego pelo céu azul e observo a despedida das andorinhas.
Retorno ao lar aliviada e
Permito a intimidade entre as palavras e elas valsam no papel.
Se faz a arte dos versos em calmaria.
As estrofes cantam em harmonia.
Os paralelismos ressaltam o meu agradecer.
Antes mesmo que o dia finde o labor,
Entregarei eu ao mundo, meu poema de amor.
No topo o morro, meu olhar se demora na exuberância da mata, um cenário que se assemelha a eternidade. Sou como um
