Enlaçado ao canto,
surge como que por encanto o traço,
o não-verbo.
Vozes traduzidas nas linhas,
traçam a vida em laços.
Entrelaçam mundos e sonhos.
Cantam abraços.
Dançam riscos,
criançando, rabiscando a face.
Enchem de tudo,
o vazio do nada.
O traço rascunha o não-dito.
O risco passa a ser meio,
rabiscos sentidos.
O vazio passa a ser cheio,
ultrapassa o escrito.
A indizível faísca,
onde o verbo fracassa.
Hoje até a lua se arrumou para esperar o poema. Da varanda posso avistar, tá azul, no céu negro e estrelado. Reflete
