Ouvi essa frase quando era pequena. Minha avó — exímia escritora de cartas — dizia isso com a alma inteira.
Hoje, percebo, cada vez mais, os sentidos que essas palavras guardam.
Ver meus poemas publicados no Top Poets 2025 trouxe um turbilhão de emoções. Escrever é isso: abrir caminho às palavras e deixá-las seguir seu rumo.
Meus versos partiram solo além-mar — e retornaram entrelaçados num conjunto primoroso de vozes vindas de diversos cantos do mundo.
Lembro então da minha avó, suas palavras e suas cartas — e compreendo que aquela frase que escutei na infância também voa, como as borboletas-monarca: delicadas, mas transformadoras, tecendo um círculo de reconexão com o universo.
Nenhuma faz sozinha a volta ao mundo, mas juntas, em ciclos, completam a travessia. Assim também seguem as palavras: atravessam gerações, oceanos, almas.
Só de pensar que cada poema no Top Poets carrega em si a semente da transformação, da luz e da cura — fico profundamente comovida.
Encaminhar palavras é também encaminhar vida.
É permitir que a poesia vibre potência criativa — e nos devolva inteiros ao que somos.
Com muita gratidão aos organizadores do Top Poets e a todos que acolheram minha escrita com tanto carinho.
