Metamorfosear é rasgar a pele
sem se perder da essência,
é aprender que asas nascem
no silêncio das dores antigas.
Troco pele, forma e destino,
mas não a chama que me move.
E quando voo,
não sou mais quem fui —
sou tudo o que sempre estive
aprendendo a ser.
Não é mágica rápida —
é processo, paciência,
um parto que começa dentro da alma.
E um dia, sem aviso,
você percebe:
já não anda,
voa.
