O tempo é necessário
para bordar vivências.
Há um ciclo
para conduzir fios
num percurso entre pontos.
Às vezes, a agulha e o cordel
revelam desilusões.
A mão, hábil e serena,
confunde – se, anula -se.
A dúvida invade o cenário planejado.
O curso da linha
e o da vida se confundem.
O bordado é a verdade interna do Ser.
Infinitas são as sensações
no percorrer sobre fios contáveis.
E quando…
o ponto ziguezague se perde,
é chegada a hora
de conferir o avesso
dos movimentos outrora tecidos.
É a vida a ensinar
o passo a passo
de cada contorno delicado.
Somos iniciantes.
Aprendizes implorando o bastidor.
Complexo e trabalhoso
é o tecer e o viver.
Segure minha mão.
Sinta – a.
O aprendizado dura muitas vidas.
É possível recuperar o cordão deslocado
e apostar em nova laçada.
Como seria um mapa do meu Ser? Um território vasto, repleto de mistérios, Ama a solidão e se perde no universo. Impulsiva,
